A taxista vinha falando de como é chato fazer tudo certinho, usar roupa engomadinha, seguir a trilha, o plano, o manual.  Era do tipo que pintava e bordava, parecia. Ousada, costurava.

Agora é definitivo. Junto com as últimas peças de roupa, vieram os livos, cds e dvds. Veio eu inteira, finalmente, de mala e unhas vermelhas.

A mala pesada não era fardo, pelo contrário: liberdade.



One Response to “sobre mudança e liberdade.”  

  1. 1 Joelma

    A última frase me lembrou o que eu costumava pensar sobre coisas que escravizavam e me remetiam, ao mesmo tempo, à redenção. Tchipo o trabalho, aos 18-19 anos. :)

    Era bonito se menina Nanni escrevesse, mesmo-pra-valer, nisso que costumam chamar de blog.


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